
Voltaste à rotina de setembro? Descobre 5 formas simples de tornar a casa mais eficiente e poupar energia este outono, com um caso real e números da LEFE.
Setembro chegou, a rotina de trabalho volta ao normal e, quase sem dares por isso, a casa também muda de hábitos: mais horas fora de portas, o aquecimento a ligar mais cedo ao fim da tarde, a fatura da luz a subir devagarinho. É por isso a altura certa do ano para parar um bocadinho e pensar em como tornar a casa mais eficiente antes que o outono e o inverno tragam as contas mais pesadas. Não precisas de obras nem de grandes investimentos para começar, só de ajustar alguns hábitos. E, já agora, para quem quiser dar um passo maior, também há espaço para isso. Aqui ficam 5 formas práticas de poupar energia sem perder conforto.
Há duas coisas que mudam sempre em setembro: o teu horário e a temperatura lá fora. Voltas ao trabalho, a casa fica vazia mais horas, e as noites começam a arrefecer, o que quer dizer que os equipamentos que consomem mais energia (climatização, termoacumulador, máquinas) vão começar a trabalhar de forma diferente do verão. Se não ajustares nada, é natural que a fatura suba sem perceberes bem porquê. A boa notícia é que a maior parte destes ajustes não custa dinheiro nenhum, só atenção.
Se tens um tarifário bi-horário ou tri-horário, o regresso ao trabalho é o momento certo para revê-lo. Se a casa fica vazia das 9h às 18h, faz sentido programar a máquina de lavar roupa ou louça para correr fora das horas de ponta, ao início da manhã, ao fim do dia ou mesmo de madrugada, consoante o teu tarifário. Se tens sistema solar, o ideal é o inverso: aproveitar o meio do dia, quando há mais produção, para os consumos que consigas adiar até voltares a casa (por exemplo, ligar a máquina de loiça à distância, se o equipamento tiver essa função).
Um erro comum: deixar o ar condicionado ou a bomba de calor ligados o dia todo "porque assim está sempre na temperatura certa quando chego". Na prática, isso significa pagar para aquecer ou arrefecer uma casa vazia. A maior parte dos equipamentos modernos com Wi-Fi permite programar o horário de arranque para pouco antes de chegares, e isso, sozinho, já reduz várias horas de consumo por dia. Uma diferença de apenas 1°C na temperatura definida (mais alta no arrefecimento, mais baixa no aquecimento) também costuma bastar para notar na fatura, sem se notar no conforto.
Setembro ainda tem bastantes horas de sol em Portugal, e quem já tem painéis solares deve aproveitar isso antes que os dias encurtem de vez. Se tens uma app de monitorização (a LEFE usa a FusionSolar da Huawei, por exemplo), vale a pena olhar para ela uma vez por semana e perceber a que horas produzes mais, e tentar concentrar aí os consumos que consigas controlar. Quem ainda não tem sistema solar e está a pensar nisso, este é também um bom mês para pedir um estudo: dá tempo a instalar antes do inverno e já aproveitas a produção que resta do outono.
Painéis solares com pó ou folhas acumuladas do verão produzem menos do que deviam. Filtros de ar condicionado sujos obrigam o equipamento a trabalhar mais para o mesmo resultado, o que consome mais energia e desgasta o compressor mais depressa. Setembro e outubro costumam ser os meses mais calmos para agendar uma verificação, antes de novembro chegar e todos quererem o aquecimento a funcionar ao mesmo tempo. É manutenção simples, mas que faz diferença direta na fatura do inverno.
Se mudaste de hábitos nos últimos meses, mais teletrabalho, novo equipamento em casa, carro elétrico a carregar, vale a pena confirmar se a potência contratada ainda faz sentido. Uma potência mal ajustada (a mais ou a menos) custa dinheiro todos os meses, quer seja porque pagas por uma capacidade que não usas, quer porque disparas o disjuntor com regularidade. Este é também o momento de comparar tarifários: o que fazia sentido no verão (mais consumo de dia, com ar condicionado) pode não ser o mais vantajoso no inverno (mais consumo ao fim da tarde e à noite).
Para não ficarmos só na teoria, aqui fica um exemplo real de uma instalação que a LEFE fez para uma família na zona de Vila Nova de Famalicão:
Repara que estes números não incluem bateria nem venda de excedente. São só o autoconsumo direto. É um bom exemplo de como um sistema relativamente pequeno, bem dimensionado ao consumo real da casa (a partir dos dados da E-Redes), já compensa a médio prazo, mesmo sem investir no pacote completo.
Nenhuma destas 5 medidas exige uma reforma na casa, a maior parte é só mudar hábitos e revisitar decisões que provavelmente já não fazem sentido há uns meses. Quem já tem solar, ganha ao aproveitar melhor o que produz. Quem não tem, tem em setembro um bom momento para avaliar. E, em qualquer dos casos, a manutenção preventiva e a revisão do contrato de eletricidade são, por si só, formas de poupar que custam apenas um telefonema ou um bocadinho de atenção.
Queres perceber quanto poderias poupar em tua casa, com solar, climatização mais eficiente ou os dois? A equipa da LEFE faz um estudo gratuito e sem compromisso, com base no teu consumo real.
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