
O custo de aquecer uma casa com bomba de calor ao longo de um inverno depende do isolamento, da temperatura escolhida, do equipamento e da tarifa elétrica. Explicamos os fatores que mais pesam, com um caso real da LEFE em Guimarães.
Saber quanto custa aquecer a casa com bomba de calor ao longo de um inverno inteiro depende principalmente de quatro fatores: o isolamento da casa, a temperatura que se decide manter lá dentro, a eficiência do equipamento escolhido e o preço da eletricidade contratada. Não existe um valor único válido para todas as casas, mas uma bomba de calor bem dimensionada tende a gastar bastante menos eletricidade do que um aquecimento só a resistência elétrica, porque aproveita energia do ar exterior em vez de a produzir toda a partir da corrente.
Por isso, a pergunta certa não é "quanto custa uma bomba de calor", mas sim "quanto vai custar aquecer esta casa em concreto, com este equipamento e este hábito de conforto". É essa análise que muda o resultado final, e é também isso que muda de casa para casa.
Uma bomba de calor aerotérmica retira energia do ar exterior, mesmo em dias frios, e transfere-a para dentro de casa através de um circuito com fluido refrigerante. Um compressor eleva a temperatura desse calor, que depois é entregue à água do sistema de aquecimento (piso radiante, radiadores ou ventiloconvectores) ou diretamente ao ar interior, consoante o tipo de instalação.
A diferença essencial em relação a uma caldeira ou a um aquecedor elétrico é que a bomba de calor não produz o calor do zero: vai buscá-lo ao ambiente e concentra-o. É essa a razão pela qual costuma precisar de menos eletricidade do que um aquecimento só a resistência para entregar a mesma quantidade de calor.
Antes de comparar sistemas, vale a pena perceber o que realmente pesa na fatura de um inverno inteiro:
Sim. Os equipamentos aerotérmicos atuais estão preparados para continuar a retirar calor do ar mesmo com temperaturas próximas de zero graus, embora a eficiência baixe ligeiramente quanto mais frio estiver lá fora. Na maior parte do território português, incluindo o norte e o interior, os invernos não chegam a valores que impeçam o equipamento de funcionar com bom desempenho.
O ponto importante é o dimensionamento: um técnico deve calcular a carga térmica real da casa, tendo em conta a zona climática, para escolher uma potência de equipamento que aguente também as noites mais frias, sem ficar subdimensionado.
| Critério | Bomba de calor | Caldeira a gás | Aquecimento elétrico direto |
|---|---|---|---|
| Como produz o calor | Retira energia do ar exterior | Queima gás natural ou propano | Transforma eletricidade em calor por resistência |
| Consumo face ao calor entregue | Entrega mais calor do que a eletricidade que consome | Depende do preço do gás e do rendimento da caldeira | Consome tanta eletricidade quanto o calor que produz |
| Emissões no local | Nenhumas (sem combustão) | Sim, resultantes da combustão | Nenhumas (sem combustão) |
| Combina bem com solar fotovoltaico | Sim, reduz o custo da eletricidade que consome | Não aplicável | Sim, mas com menos ganho de eficiência |
| Manutenção típica | Revisão anual do circuito e filtros | Revisão anual obrigatória por lei | Praticamente nenhuma |
Não existem valores de poupança que sirvam para todas as casas, porque dependem do preço da energia em cada contrato e dos hábitos de cada família. Ainda assim, o princípio mantém-se: uma bomba de calor bem dimensionada tende a exigir menos eletricidade do que um aquecimento só a resistência para manter a casa na mesma temperatura.
Num projeto recente da LEFE, para uma moradia em Ronfe, Guimarães, propusemos uma solução de climatização integral: piso radiante em toda a área da casa, alimentado por uma bomba de calor aerotérmica Solius Aerobox Inverter R290 de 12 kW, com ventilação mecânica com recuperação de calor e gestão centralizada através do Solius Manager.
Esta combinação (piso radiante mais bomba de calor aerotérmica) é frequente em casas novas ou em remodelações profundas, precisamente porque o piso radiante trabalha bem com as temperaturas de água mais baixas que a bomba de calor consegue produzir de forma eficiente. O cliente, cujos dados mantemos anonimizados, optou por um sistema pensado para toda a estação de aquecimento, e não apenas para os dias mais frios.
Cada casa tem uma combinação diferente destes fatores, e é por isso que uma simulação personalizada vale sempre mais do que qualquer valor genérico. A equipa da LEFE calcula a carga térmica real da tua casa, avalia o sistema de aquecimento existente e propõe o equipamento mais adequado ao teu caso, sem compromisso.
Fala com a LEFE e percebe o que muda, em concreto, na tua casa.
A nossa equipa está disponível para esclarecer todas as suas dúvidas gratuitamente.
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