O panorama dos apoios à eficiência energética mudou bastante em relação ao ano passado. Alguns programas encerraram. Outros foram reformulados. E há novidades que ainda estão a chegar. É essencial conhecer o estado atual antes de tomar decisões de investimento.
O que acabou
O PAE+S, programa histórico para pequenas obras de eficiência energética habitacional, encerrou oficialmente em 2024 sem novas fases previstas para 2026.
O Vale Eficiência também cessou operações. O Fundo Ambiental suspendeu a emissão de novos vales, deixando sem resposta muitos proprietários que contavam com este apoio para a compra de equipamentos como bombas de calor ou painéis solares.
O que aconteceu ao E-Lar
O E-Lar representou o programa mais relevante desta fase. A segunda fase abriu em dezembro de 2025 com uma dotação de 60,8 milhões de euros, focando na substituição de equipamentos a gás por alternativas elétricas eficientes — fogões, fornos, esquentadores e termoacumuladores.
As candidaturas encerraram antes do prazo limite de junho, presumivelmente por esgotamento da dotação disponível — o que demonstra o elevado interesse dos portugueses neste tipo de apoio.
O que está a chegar
Em janeiro de 2026, foi anunciado um futuro programa de apoio à compra de painéis solares para autoconsumo. O modelo previsto é semelhante ao E-Lar — sistema de vouchers a fundo perdido. A data de abertura ainda não foi confirmada.
O que fazer agora?
Perante este contexto, a decisão de investir passa menos por esperar por apoios e mais por avaliar o impacto real na fatura energética e no conforto da habitação.
Os sistemas de energia solar e as bombas de calor apresentam retornos de investimento atrativos mesmo sem apoios diretos — especialmente quando comparados com os preços atuais da eletricidade em Portugal. A equipa LEFE pode ajudá-lo a calcular o retorno esperado para a sua situação específica, sem compromisso.



